2º Recifest termina com público recorde e 13 curtas premiados

Foto: Rafael Malta

Foto: Rafael Malta

Realizado entre 11 e 15 de novembro, o 2º Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual realizou sua cerimônia de encerramento na noite de sábado. Apresentado por Aslan Cabral e Maria do Céu, evento começou com um irreverente desfile de drag queens, resultado de oficina do ator Zecarlos Gomes e no Café Castro Alves (Santo Amaro). Os melhores resultados foram premiados pelo grupo Frida, formado por estudantes de direito.

Logo após, houve homenagem ao movimento Mães Pela Igualdade, representado por Dona Eleonora Pereira, recebeu a homenagem ao lado de Patrícia Martins do Rio e Fátima Cavalcanti, que perderam seus filhos em assassinatos motivados por homofobia. “É preciso transformar a dor em luta. Hoje tenho muitos filhos. Quero dizer às mães para quem os amem”, disse Eleonora.

Premiação – Concorreram ao Troféu Rutílio de Oliveira (homenagem ao idealizador do Recifest) 25 curtas nacionais e pernambucanos, submetidos ao júri formado pelos jornalistas e críticos Alexandre Figueirôa, Carol Almeida e Christian Petermann.

Venceu a competição nacional o curta paulista “Antes de palavras”, de Diego Carvalho; “O Clube” (RJ), de Allan Ribeiro, ganhou menção honrosa. “Me emocionei muito com as falas das Mães Pela Igualdade e acho que “O Clube” vai por aí, é sobre um grupo de 53 anos se tornou uma família”, disse Allan.

“Casa Forte”, de Rodrigo Almeida, foi eleito o melhor da competição pernambucana, além de ganhar o prêmio ABD/Apeci e da Federação Pernambucana de Cineclubes. Além disso, uma menção honrosa foi concedida a quatro animações produzidas pelo núcleo de animação da UFPE, em Caruaru: “All You Need Is Sex”, de Luiz Melo; “Amor Objeto”, de Rayana França; “Instinto”, de Ingrid Soares; e “Power Charques”, de Rafaela Cavalcanti / Fernanda Xavier / Sara Régia.

Já o júri popular premiou “Cancha – antigamente era mais moderno” (PB), de Luciano Mariz, como o melhor curta nacional; e “(Trans)parência”, de Igor Travassos, como o melhor da competição pernambucana.  Também foram entregues o prêmio ABD/Apeci, Fepec e ao 2º Prêmio Estadual “7ª Arte e Direitos Humanos”, concedido por Paulo Morais, da Secretaria Executiva de Direitos Humanos / Centro Estadual de Combate à Homofobia.

Encerrando o festival, foi exibido o documentário argentino “Famílias por igual”, de Rodolfo Moro e Marcos Duszczak, que apresentaram o filme. Nele, famílias compostas por dois homens ou duas mulheres, além de jornalistas, psiquiatras e advogados, falam sobre os direitos das famílias homoparentais.

BALANÇO – O Recifest comemora público recorde. Mais de 3,5 mil pessoas ocuparam o Cinema São Luiz nos cinco dias de festival, surpreendendo aos organizadores. “Desde o ano passado o público esteve presente, participando ativamente das sessões. Este ano ele foi maior, superando as nossas expectativas”, disse Clara Angélica, diretora do festival. Para o próximo ano, o Recifest pretende internacionalizar ainda mais a sua programação. “Dessa maneira, o festival caminha para ser um dos mais importantes do país.

O 2º Recifest exibiu 39 filmes de 10 países, com curadoria de Alexander Mello (mostras especiais) e do diretor e roteiristaHilton Lacerda e da professora e diretora Alice Gouveia (mostras competitivas).

O Recifest é o primeiro evento pernambucano dedicado à temática LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Realizado pela Panela Produções Culturais e Associação Cultural Bondosa Terra, o Recifest conta com o patrocínio da Fundarpe/Governo de Pernambuco, através do edital de fomento do Funcultura Audiovisual.

Informações para a imprensa:

André Dib

Núcleo Base Comunicação

(81) 3031-0352 / 9675-6252

base.nucleo@gmail.com

 

PREMIAÇÃO

 

Competição Nacional (prêmio em dinheiro no valor de R$ 1,5 mil)

Melhor curta: “Antes de palavras” (SP), de Diego Carvalho

Menção honrosa: “O clube” (RJ), de Allan Ribeiro

Competição Pernambucana (prêmio em dinheiro no valor de R$ 1,5 mil)

Melhor curta: “Casa Forte”, de Rodrigo Almeida

Menção Honrosa para as quatro animações produzidas pelo núcleo de animação da UFPE / Caruaru: “All You Need Is Sex”, de Luiz Melo; “Amor Objeto”, de Rayana França; “Instinto”, de Ingrid Soares; e “Power Charques”, de Rafaela Cavalcanti / Fernanda Xavier / Sara Régia

Júri popular (prêmio em dinheiro no valor de R$ 1 mil)

Curta Nacional: “Cancha – antigamente era mais moderno” (PB), de Luciano Mariz

Curta Pernambucano: “(Trans)parência”, de Igor Travassos

Prêmio Estadual “7ª Arte e Direitos Humanos”

Júri: Rosa Marques, Elizabete Godinho e Vavá Schön-Paulino

Curta Nacional: “O clube” (RJ), de Allan Ribeiro

Curta Pernambucano: “(Trans)parência”, de Igor Travassos

Prêmio ABD/APECI (curtas nacionais)

Júri: Pedro Severien, Maria Cardoso e Pedro Queiroz

Curta nacional: “Dentro” (SP), de Bruno Autran

Curta PE: “Casa Forte”, de Rodrigo Almeida

Menção Honrosa: “Recife XXI”, de Sócrates Alexandre (Sosha)

Prêmio FEPEC – Federação Pernambucana de Cineclubes

Júri: Aroma Bandeira, Rayza Oliveira e Márcio Andrade

Melhor Filme Para Reflexão: “Casa Forte”, de Rodrigo Almeida

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